Entrevistas
Marquinhos: "não ganharíamos sempre de goleada"
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No gramado, o jogador apresenta um perfil bastante aguerrido. Ganhou um lugar no 11 inicial logo na estreia. No fim da primeira fase, um dos poucos titulares usados contra a Colômbia, recebeu a faixa de capitão e não largou mais. E, depois de encerrar a competição como um dos melhores defensores, teve o seu contrato renovado com o Corinthians, o que aumenta as suas perspectivas no clube.
Em entrevista concedida ao Olheiros, o zagueiro fala sobre a experiência na seleção brasileira durante a disputa do Sul-Americano, a convivência com o técnico Emerson Ávila e a sua participação na equipe. Além disso, o garoto também revela quais são os seus próximos passos no Corinthians e comenta sobre a influência da família em sua carreira.
Olheiros - Você foi um dos jogadores escolhidos pelo Olheiros para figurar a seleção do campeonato, em que pese as dificuldades do sistema defensivo brasileiro. Ao que credita seu destaque em meio a tais dificuldades?
Marquinhos - Agradeço por terem me escolhido como um dos melhores entre tantos zagueiros na competição. Acho que alguns dos pontos em que me destaquei foram a minha regularidade e meu espírito de liderança.
Marquinhos - Agradeço por terem me escolhido como um dos melhores entre tantos zagueiros na competição. Acho que alguns dos pontos em que me destaquei foram a minha regularidade e meu espírito de liderança.
Marquinhos - Tive a oportunidade de ser capitão em um jogo da primeira fase em que já estávamos classificados e o Émerson optou em poupar alguns titulares. O time foi muito bem e acabamos goleando a seleção da Colômbia. Acho que jogo eu tive a felicidade de exercer muito bem o papel de líderdentro do campo nesse jogo e acabei ganhando a confiança do professor para as partidas seguintes.
Olheiros - Por que tantos gols sofridos de bola aérea pelo Brasil no Sul-Americano Sub-17?
Marquinhos - Tivemos a infelicidade de levar a maioria dos gols em bolas aéreas. O porquê desses gols é muito difícil de responder, pois nosso time treinava muito esse tipo de lance.
Marquinhos - Tivemos a infelicidade de levar a maioria dos gols em bolas aéreas. O porquê desses gols é muito difícil de responder, pois nosso time treinava muito esse tipo de lance.
Olheiros - Na sua opinião, por que a seleção sub-17 se encaixou apenas no fim do hexagonal?
Marquinhos - É muito difícil pegar entrosamento em poucos dias de treinamento. Acho que, no final do campeonato, os jogadores se conheciam muito bem, sabiam o que o outro ia fazer quando tinha a bola no pé. Aí ficava muito mais fácil de encaixar as jogadas.
Marquinhos - É muito difícil pegar entrosamento em poucos dias de treinamento. Acho que, no final do campeonato, os jogadores se conheciam muito bem, sabiam o que o outro ia fazer quando tinha a bola no pé. Aí ficava muito mais fácil de encaixar as jogadas.
Olheiros - Como é ser comandado pelo Émerson Ávila? Ele é caladão mesmo?
Marquinhos - O Émerson é um treinador fora de série, respeita muito seus jogadores. Dá liberdade e tranquilidade para que todos nós pudéssemos mostrar o nosso melhor dentro de campo. Só tenho a agradecer pela oportunidade que me deu. Fora de campo ele fica um pouco mais reservado e não é de falar muito não.
Marquinhos - O Émerson é um treinador fora de série, respeita muito seus jogadores. Dá liberdade e tranquilidade para que todos nós pudéssemos mostrar o nosso melhor dentro de campo. Só tenho a agradecer pela oportunidade que me deu. Fora de campo ele fica um pouco mais reservado e não é de falar muito não.
Olheiros - Praticamente todos os garotos da seleção têm Twitter. Mas, pelo que dava para perceber, por mais que o time perdesse ou jogasse mal, os garotos pareciam não se abalar muito. Foi mais ou menos isso? O Twitter foi um escape? Como os jogadores lidaram com os resultados ruins?
Marquinhos - Acho que o Campeonato Sul-Americano não é um torneio qualquer, que iríamos ganhar todos os jogos de goleada. O futebol hoje em dia está muito nivelado e uma vitoria com um placar magro em um campeonato internacional tem que ser comemorada. O único resultado ruim foi contra o Paraguai, em que eles viraram o jogo, mas graças a Deus demos a volta por cima e fomos campeões. Já o Twitter, acho que era mais uma forma de matar as saudades de nossos familiares e das pessoas queridas que ficaram no Brasil, e não um escape para esquecer algum resultado ruim.
Marquinhos - Acho que o Campeonato Sul-Americano não é um torneio qualquer, que iríamos ganhar todos os jogos de goleada. O futebol hoje em dia está muito nivelado e uma vitoria com um placar magro em um campeonato internacional tem que ser comemorada. O único resultado ruim foi contra o Paraguai, em que eles viraram o jogo, mas graças a Deus demos a volta por cima e fomos campeões. Já o Twitter, acho que era mais uma forma de matar as saudades de nossos familiares e das pessoas queridas que ficaram no Brasil, e não um escape para esquecer algum resultado ruim.
Olheiros - Seu irmão, Luan, também tentou a sorte no futebol, mas teve alguns problemas na carreira. De que forma a experiência anterior dele te ajuda?
Marquinhos - Pra mim, meu irmão sempre foi um grande exemplo. Até hoje ele vai a todos os meus jogos e me dá conselhos muito importantes. O que aconteceu com ele serviu como experiência. Agradeço não só a ele, como também a meus pais por tudo que vêm fazendo.
Marquinhos - Pra mim, meu irmão sempre foi um grande exemplo. Até hoje ele vai a todos os meus jogos e me dá conselhos muito importantes. O que aconteceu com ele serviu como experiência. Agradeço não só a ele, como também a meus pais por tudo que vêm fazendo.
Olheiros - Como são divididos os seus direitos econômicos?
Marquinhos - O Corinthians é dono de 80% dos meus direitos econômicos e os outros 20% são do meu pai.
Marquinhos - O Corinthians é dono de 80% dos meus direitos econômicos e os outros 20% são do meu pai.
Marquinhos - Depois que voltei do Sul-Americano não tive oportunidade de treinar entre os profissionais e, por enquanto, não houve nenhum contato do Tite diretamente comigo. Os próximos planos dentro do clube são buscar o título do Campeonato Paulista Sub-17 e tentar uma vaga no time da próxima Copa São Paulo.
Olheiros - Em quem você se espelha para crescer como zagueiro?
Marquinhos - Hoje em dia eu me espelho muito na liderança do nosso capitão Lúcio e na qualidade técnica do Thiago Silva. Acho que juntando esses dois fatores eu posso vir a crescer como zagueiro e, quem sabe, um dia vestir a "amarelinha" entre os profissionais.
Marquinhos - Hoje em dia eu me espelho muito na liderança do nosso capitão Lúcio e na qualidade técnica do Thiago Silva. Acho que juntando esses dois fatores eu posso vir a crescer como zagueiro e, quem sabe, um dia vestir a "amarelinha" entre os profissionais.
Olheiros - Você também é conhecido como Mocote na base do Corinthians. De onde veio esse apelido?
Marquinhos - Meu pai começou a me chamar de Mocote quando era bem pequeno e acabou pegando esse apelido na família. Tanto é que ninguém da minha família me chama de Marquinhos, é só Mocote. Nos jogos, meu irmão e meu pai sempre gritavam: "Boa, Mocote". Isso até pegou entre os jogadores e alguns companheiros hoje me chamam assim.
Marquinhos - Meu pai começou a me chamar de Mocote quando era bem pequeno e acabou pegando esse apelido na família. Tanto é que ninguém da minha família me chama de Marquinhos, é só Mocote. Nos jogos, meu irmão e meu pai sempre gritavam: "Boa, Mocote". Isso até pegou entre os jogadores e alguns companheiros hoje me chamam assim.
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